18/02/2008 21:55
A vez das pequenas criaturas no Oscar
Pois é, gente, o Oscar é igual aquele joguinho de futebol de baixo nível, que passa na TV toda semana: muita gente torce o nariz, mas a maioria também não resiste a saber o resultado, só para não ficar por fora. A verdade é que o pessoal da academia não prima pela lógica, posso encher muitos posts citando exemplos de incoerência, só de memória, mas apenas para ficar em um exemplo, o que dizer de um prêmio cinematográfico que premia "Rocky, um lutador" como melhor filme e deixa de fora "Dr. Fantástico", de Stanley Kubrick? De vez em quando, contudo, ainda que tarde, algumas injustiças são reparadas. Um exemplo recente foi a premiação de Russel Crowe por "Gladiador", consertando a bobagem de o neozelandês não haver faturado algum tempo antes por seu arrebatador desempenho em "O informante", sem dúvida sua melhor atuação.
Bom, falei tudo isso para dizer que esse ano estou torcendo pelos irmãos Coen. Eles já foram ignorados por muito tempo em detrimento de gente com muito menos talento, basta lembrar de "Gosto de sangue", a estréia em ritmo de "film noir" ou do mais recente "Fargo", dentre outros. Na verdade, os Coen mostram obsessivamente em seus filmes as "pequenas criaturas" da américa, os deserdados, a turma que ficou à margem do sonho americano, imersos em um legítimo pesadelo. E, na tentativa de escapar a seu inevitável destino, os personagens dessa macabra comédia de erros acabam mesmo é causando muitos danos aos outros e a si. E não é diferente em seu novo filme, "Onde os fracos não tem vez"(No country for old men), principal concorrente desse ano. É isso aí, boa sorte aos Coen brothers!
enviada por DouglasReis
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