Errático - reloaded

09/02/2008 12:11

Sobre literatura

Bom, minha preguiça passou e, enquanto ela não retorna, vou começar a falar de literatura, outro assunto prometido (senão fico falando só de cinema). E, de acordo com a proposta deste blog, vou falar de tudo um pouco, sem rotular obras, mas expondo minha opinião. E começo recomendando um autor que já morreu há mais de 40 anos, mas que soa tão atual como se tivesse escrito suas obras na semana passada, mostrando que a grande literatura resiste ao tempo. Estou falando do Argelino Albert Camus, o autor do desespero e do absurdo da vida.

Nestes tempos em que todos querem ser tudo e acabam descobrindo - talvez tarde demais - que são nada em relação ao cômputo geral de todos os tempos, nessa era em que livros de auto-ajuda e líderes religiosos proclamam a oca ladainha da supremacia do ser humano sobre o mundo, ler Albert Camus pode ser considerado um atídoto contra a irracionalidade do otimismo (ou otimismo irracional) que nos cerca por todos os lados. Seus personagens, em geral, vagam pelo mundo como estranhos, contemplando o absurdo da existência humana e as consequências nefastas de nossas "boas intenções".
Para começar, recomendo um pequeno livro que se encontra à venda pela coleção "BestBolso", da editora Record: trata-se de "A Queda", na qual o personagem (que se auto-intitula "juiz-penitente") discorre com um interlocutor sobre as mais diversas pragas que assolam o gênero humano: o egoísmo, a violência, a loucura, o desprezo, enquanto o protagonista expia a culpa por não ter evitado um suicídio às margens do Rio Sena.
Poderia falar mais, mas é bom parar senão acabo escrevendo mais que o tamanho do livro. Mas, que tiver interesse, não perca tempo: leia Camus e fuja da monotonia literária que nos assola nas livrarias. No próximo post literário volto para falar de outro autor essencial, o britânico Graham Greene. É isso aí.


enviada por DouglasReis






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