06/04/2008 23:00
Clube da luta - parte 2
O problema é que depois o filme descamba para uma desonestidade intelectual sem tamanho, lembrando os melhores momentos do maior hipócrita do cinema americano, Oliver Stone. Os personagens se consideram "os excluídos da América", mas não passam de um bando de mauricinhos mimados se fazendo passar por rebeldes. E, como nos bons filmes americanos, o protagonista, que se encontrava mergulhado em uma espiral de loucura, de repente "toma consciência" de seu estado e passa a lutar contra o seu amigo imaginário. Vence a luta e, claro, fica com a "mocinha" no final. Os estereótipos são esses mesmos, só foram embrulhados com uma embalagem diferente, "moderna", "rebelde", chamem como quiser.
Só fico imaginando o que um tema como esse renderia nas mãos de um diretor como David Cronemberg, um intérprete muito mais consistente do lado sombrio e violento da alma do homem. E chega, porque já gastei muitas linhas com um filme tão fraco. Inté.
enviada por DouglasReis
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